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Relevo

  Da Praia de Bitupitá, a oeste do Estado, no município de Barroquinha, até Icapuí, no extremo leste, estendem-se 573 km de costa. Um de seus aspectos mais marcantes é a regularidade costeira quebrada apenas por pequenas e tranqüilas enseadas e pelas estreitas fozes dos rios.

Descrião Km Participação (%)
Brasil Nordeste
Ceará 573 7,73 15,10
Nordeste 3.795 51,23 -
Brasil 7.408 - -

  O litoral cearense, importante fator moderador das condições climáticas, é banhado por águas de tonalidade verde-azulada e de temperatura que oscila entre 25 e 28ºC, sem falar na pureza das fontes de água doce à beira-mar e nas águas translúcidas das lagoas interdunares. Extensas são as dunas que lhe molduram, alternadas por terras ou rochas altas e íngremes denominadas falésias. Suas praias são longas, geralmente baixas e em suave declive, ora primitivas, ora com razoável infra-estrutura e equipamentos de apoio ao turismo, ensobradas por coqueiros onde se abrigam as inúmeras colônias de pescadores.
  Serras
  Muito embora se constate que, para o conjunto do território cearense, os relevos com altitudes inferiores a 200 metros têm larga predominância, é importante ressaltar as serras, planaltos e chapadas cujas áreas se estendem a partir de 400 metros até o ponto culminante do Estado - Pico Alto, no município de Guaramiranga, com 1.114 metros de altitude. Nessas áreas destacam-se como características as formações montanhosas, as colinas de vales aplainados utilizados para lavoura, altitudes elevadas, encostas em forma de abismo, nascentes de rios, cachoeiras, cascatas, bicas, pequenas barragens, florestas úmidas, flora e fauna expressivas, topos horizontalizados, fontes de água cristalina, perenidade dos rios, sítios paleontológicos, clima ameno, baixas temperaturas, grutas, mirantes e áreas propícias para trilhas.
  No Cariri, o planalto situado na chapada do Araripe atinge um nível de altitude de 800 a 900 metros. As vertentes apresentam escarpas abruptas de onde jorram abundantes mananciais. No sopé da serra estende-se uma faixa estreita de calcário de grande importância pela abundância de fósseis cretáceos que apresenta, revelando uma terra bastante fértil.
  Os relevos úmidos reúnem os maiores potenciais de vegetação do Estado, cujas formações florestais que abundam nas serras úmidas possuem árvores com até 20 e 30 metros de altura com espécies conhecidas como "madeira de lei", de importante valor industrial, e vegetais de palmas pendentes destacando-se a samambaia, algumas orquídeas e outros epífitos.
  As principais reservas florestais do Estado encontram-se nas encostas úmidas, na porção nordeste da chapada da Ibiapaba e encosta da chapada do Araripe, onde estão as Florestas Nacionais de Ubajara e do Araripe. Representativas áreas de concentrações vegetais são também encontradas nos elevados níveis da serra da Meruoca, na encosta sudeste, e maiores altitudes das serras de Maranguape e Baturité.
  A hidrografia nas serras úmidas é a mais rica do Estado, dada a maior permanência dos cursos d'água e abundância de fontes perenes. Na Ibiapaba, entre as fontes e quedas d'água encontradas citam-se como as mais importantes a da Bica, no município de Ipu, cujas águas lançam-se do Pico Angelin (Serra da Amontada a 130 m de altitude - a Bica do Ipu), a cachoeira do Boi Morto, no rio Jaburu, localizado no município de Ubajara, e as quedas d'água do rio Pirangi.
  As fontes do Cariri surgem na chapada a 700 m de altitude. Sobressaem-se como mais importantes: a fonte do Itaitera, a do Granjeiro, que banha a cidade do Crato, as pequenas fontes do Miranda e da Ponte, a do Salamanca ou Caldas - a única estância hidromineral do Estado, a do Farias, a de São José, perto do Araripe, acentuadamente termal(geotérmica), a do Cravatá, em Jardim.
  A região da serra de Baturité é coberta pela bacia hidrográfica Pacoti - Choró - Pirangi que atinge altitudes superiores a 600 metros. Nesta região as fontes e quedas d'água são mais abundantes nas imediações das cidades de Maranguape, Pacatuba, Redenção, Baturité e Guaramiranga. As quedas d'água mais notáveis encontradas nesta bacia são as do Oratório e Paracupeba.

Elevações Altitude Destaque
Serra de Baturité 500 acima de 900m Pico Alto, mais alto do Estado, com 1.114 m, fontes e quedas d'água, representativa área de concentração vegetal
Chapada da Ibiapaba 700 acima de 900m Parque Nacional de Ubajara, Guaraciaba do Norte maior altitude , fontes e quedas d'água.
Chapada do Araripe 700 acima de 900m Floresta Nacional do Araripe, fontes e quedas d'água, fósseis.
Serra da Meruoca 500 a 900m Representativa área de concentração vegetal.
Serra de Maranguape 500 a 700m Pedra da Rajada, fontes e quedas d'água, representativa área de concentração vegetal.
Serra da Pacatuba 500 a 700m Fontes e quedas d'água.

  Sertões

  A região sertaneja, que representa cerca de 57% do território cearense, corresponde a área em que as médias pluviométricas situam-se entre 500-700 mm, incluindo zonas em que estas médias não atingem os 500 mm.
  O período seco tem duração de 6,7 ou 8 meses e as médias térmicas máximas registradas situam-se entre 32 e 33º C e a média das mínimas em 23ºC durante as noites. Dada a baixa umidade (inferior a 70%) a amplitude térmica é mais elevada. Em Santa Quitéria, Sobral, Independência, Araripe e Tauá (Nordeste e Sudoeste) encontram-se as médias térmicas mais elevadas do Estado.
  Concorre para a rigorosidade do clima na região do sertão, sua localização no centro do Estado, circundada pelas chapadas da Ibiapaba, Cariri e Apodi, com depressões abrigadas dos ventos que se dirigem ao interior.
  A topografia sertaneja apresenta planícies formando as depressões dos cursos dos rios Jaguaribe, Acaraú e Coreaú, os pés-de-serra, serrotes e serras que não atingem 600 metros. Intensa vida agrícola nos pés-de-serra, destacando-se a periferia da chapada do Araripe, da serra de Baturité, Uruburetama, Meruoca, Rosário e Ibiapaba. Destaque para a serra do Estevão, situada nos sertões de Quixadá, com clima ameno e um relevo que assume feição singular formando o acidente conhecido por "Pedra da Galinha Choca".
  A aridez do clima dominante reflete-se pela presença da caatinga que se caracteriza pela forte adaptação a insuficiência d'água, aos solos rasos e pedregosos, aos altos índices térmicos e baixa pluviosidade. Na estação das chuvas a caatinga é um misto de árvores e ervas e no estio reduzem-se a espécies arbóreas ou arbustivas. Merece atenção a flora das várzeas, dominadas quase que exclusivamente pela carnaubeira.
  No que respeita a hidrografia, o sertão reúne três grandes áreas de drenagem: a do rio Jaguaribe, Acaraú e Poti. A primeira, cobrindo cerca de ¾ de todo o Estado e destacando dois grandes açudes - o Orós (2 bilhões de m³) e Arrojado Lisboa (1 bilhão e meio de m³). No sistema do rio Acaraú incluem-se vários açudes públicos estaduais, dentre os quais merece destaque o açude Paulo Sarasate (Araras) que armazena 1 bilhão de metros cúbicos d'água. O rio Poti, até alcançar o boqueirão por onde penetra no Piauí, atravessa a região semi-árido dos sertões de Crateús.


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